quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Custo de oportunidade



Me lembro das aulas sobre a aplicação da análise custo/benefício a projetos de desenvolvimento econômico. No cálculo dos benefícios deveriam se incluídos todos os benefícios, privados e públicos. Na outra ponta, deveria ser usado o "custo de oportunidade" ou seja o custo alternativo para o uso de um dado recurso.

Fiquei semiespantado quando os manuais indicavam que, em condições de desemprego, deveria se adotar como custo de oportunidade da mão de obra o valor zero.

Estes conceitos provenientes da "Welfare Economics" têm se concretizado no meu dia a dia de aposentado... Quando saio de casa -- em horário laboral -- para ir comprar tomate para o almoço, ou quando me dedico à venda de meu carro velho, sinto na carne a "zeração" do meu custo de oportunidade.

Ficou assim semidifícil a recusa quando te pedem para fazer algo que "custa nada" ou como preferem na duplanegação: "não custa nada". Por exemplo, recebi um pedido para ir buscar no aeroporto de Guarulhos uma professora espanhola que vem participar de uma conferência em São Paulo, e que deve chegar às 5 horas da madrugada. Como meu custo de oportunidade é zilch interpreto esta incumbência como se fosse um agradável passeio de carro pela Zona Leste para ver aviões aterrizando e decolando, ao alvorecer. .


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