
Véspera do dia de todos os santos, antevéspera do dia de
finados. Tudo a ver com o além. Que os formidáveis americanos conseguiram
fantasiar, camuflando a morte, mais para o consumo da molecada e suas famílias.
As lojas se enchem de produtos para a ocasião, balas e fantasias de bruxas, e o
jack’o’lantern. Mas – com a afluência – impressiona o gasto que as pessoas incorrem
na compra de uma variedade “gadgets” made in China, como por exemplo uma mão
que se mexe, saindo da terra do jardim.
Nos Estados Unidos, pretexto para manifestações coletivas de
depravação pública como o que ocorre a Lincoln Street em South Miami Beach, ou no
Castro District, em San Francisco as quais, embora cheias de graças, não vou agora
aqui tratar.
O Halloween é essencialmente um acontecimento local – uma espécie
de celebração das famílias na vizinhança, pulverizado em todo o país.
O Haloween mais Halloween que eu passei na vida foi numa
ocasião em que me encontrava na casa de meus amigos Sergio e Rennie, em Redondo
Beach, região de Los Angeles. Um típico subúrbio de classe média alta. Formado
de casas sem muros, separadas por cercas vivas.
No meio da tarde, após as aulas, enquanto o Sérgio
trabalhava, eu e a Rennie saímos pela rua com os três meninos – sendo que um
deles, o Gianlucca, fantasiado de abelhinha, ia no colo da mãe -- para o “trick
or treat”. Íamos de casa em casa, e cada uma com uma proposta diferente. Em
geral, as guloseimas já estavam em abóboras de plástico penduradas no alpendre.
Numa das casas, com um som alto de “assustadores” uivos, ao
abrir a porta, o dono vestido de morte, deu balinha para as crianças e ofereceu
cerveja geladinha para os crescidos. Gostosura ou travessura????
