quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Halloween




Véspera do dia de todos os santos, antevéspera do dia de finados. Tudo a ver com o além. Que os formidáveis americanos conseguiram fantasiar, camuflando a morte, mais para o consumo da molecada e suas famílias. As lojas se enchem de produtos para a ocasião, balas e fantasias de bruxas, e o jack’o’lantern. Mas – com a afluência – impressiona o gasto que as pessoas incorrem na compra de uma variedade “gadgets” made in China, como por exemplo uma mão que se mexe, saindo da terra do jardim.

Nos Estados Unidos, pretexto para manifestações coletivas de depravação pública como o que ocorre a Lincoln Street em South Miami Beach, ou no Castro District, em San Francisco as quais, embora cheias de graças, não vou agora aqui tratar. 

O Halloween é essencialmente um acontecimento local – uma espécie de celebração das famílias na vizinhança, pulverizado em todo o país.

O Haloween mais Halloween que eu passei na vida foi numa ocasião em que me encontrava na casa de meus amigos Sergio e Rennie, em Redondo Beach, região de Los Angeles. Um típico subúrbio de classe média alta. Formado de casas sem muros, separadas por cercas vivas.

No meio da tarde, após as aulas, enquanto o Sérgio trabalhava, eu e a Rennie saímos pela rua com os três meninos – sendo que um deles, o Gianlucca, fantasiado de abelhinha, ia no colo da mãe -- para o “trick or treat”. Íamos de casa em casa, e cada uma com uma proposta diferente. Em geral, as guloseimas já estavam em abóboras de plástico penduradas no alpendre.


Numa das casas, com um som alto de “assustadores” uivos, ao abrir a porta, o dono vestido de morte, deu balinha para as crianças e ofereceu cerveja geladinha para os crescidos. Gostosura ou travessura????

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