quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Nasigoreng bão demais

File:Nasi Goreng Pete Kambing.JPG


No fim de semana passado nos hospedamos no bonito Grande Hotel de Araxá. Durante o jantar, estilo buffet, eram servidos três tipos diferentes de arroz, um deles etiquetado como "arroz mexido", que era impossível de não se repetir. É a versão mineira do nasigoreng, ou fried rice, "flaide laice", como os americanos imitam os chineses falando. Ou de seu primo japonês, o yakimeshi. 

Nada mais que um arroz pré cozido que é frito com "restos na geladeira" -- pode ser carne, verdura, cogumelo, etc. --  É um dos carros chefe da culinária do Prof. Emílio, ombreando seu insuperável tabule. As vezes que me compete cuidar da comida, gosto muito de vasculhar a geladeira para ver se tem arroz e tudo que pode ser aproveitado. 

Me contou uma moça indonésia que lá em sua terra, ao final do jantar, já deixam separado os restos para o nasigoreng do café da manhã seguinte. Uma das recordações que a Ângela trouxe de Jacarta, é o cheiro da fritura que passeia pelas ruas logo de manhãzinha.

Num wok, começo fritando a cebola bem picadinha, e em seguida os restos de carne, frango, peixe ou linguiça, tudo que tiver, bem picadinho. Repolho combina muito bem com cebolinha, pedaços de tomate. Não ponho ovos, mas pode. Tempero com especiarias -- com destaque para o curry. Quando estiver para estorricar, misturo o arroz e fico mexendo com uma colherona de pau. Só. 

Não há limites para composição que resulta em surpresas. Identificar o que pomos na boca é parte da experiência. No caso do arroz mexido do hotel de Araxá, foram os pedacinhos de banana. Grande descoberta, uai!

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