
(Obs - a imagem original -- que foi bem notada pelo Marcelo Giacaglia como sendo a de um tubarão baleia, foi substituída por esta, de uma baleia-baleia)
Eu era criança quando havia uma atividade de pesca e a comercialização da carne da baleia na costa atlântica. Era praticada por empresas japonesas -- uma conhecida era a Tayo. O animal era dividido ao ser descarregado do barco baleeiro em pedaços enormes que chegavam a ocupar um caminhão inteiro. Este fazia o transporte direto até uma praça em São Paulo, onde era retalhado para ser vendido a um público majoritariamente de donas de casa que chegavam a fazer fila.
Sobre um caminhão ensanguentado, os pescadores/vendedores vestiam uma roupa especial branca e iam retalhando os pedações de baleia em filés, com a ajuda de diferentes tipos de facões -- um deles de cabo muito comprido e lâmina curva parecido com aqueles usados para cortar cana. Era bem impressionante.
Acompanhei um par de vezes minha mãe para ir comprar a carne de baleia, cuja pesca foi há muitos anos proibida por aqui; a baleia é um mamífero, e sua carne se assemelha à carne de vaca, mas com a leveza de um pescado. Muito boa.
De quebra, os caminhões também dispunham para vender enormes atuns, com os quais mamãe fazia deliciosa conserva -- é bem fácil e já aprendi a fazer.








