
Estivemos na noite de ontem no Theatro Municipal de São Paulo para assistir à opera Lohengrin, de Richard Wagner. O enredo se nutre de elementos imaginosos, onde trafega a dicotomia bem ou mal. Ambientado no século 10, os personagens trazem nomes estranhos como Lohengrin, Parsifal, Frederico de Telramund, Ortrud, que colaboram para a formação de um ambiente ficcional.
Na construção da fantasia, o personagem Lohengrin, que acaba se revelando cavaleiro do Santo Graal, irrompe na cena puxado por um cisne, para defender Elsa, acusada de matar seu irmão Godofredo. Para realçar o simbólico, na versão de ontem, o cisne é representado por um cubo branco!
Parte importante do cerne da estória, está o confronto entre Frederico de Telramund, do lado do mal e Lohengrin, do lado do bem. Este confronto aparece no libreto -- vertido para o português -- com o nome de ordálio. Os contendentes ficam cada qual em cima de um cubo um à direita e outro à esquerda do palco; cada um dispõe de três lutadores, armados de facas, que dançam, até que Frederico cai no chão, revelando-se o perdedor. Lohengrin lhe concede uma graça, preservando-lhe a vida, o que de certa forma permite que a novela continue.
Com algumas palavras/conceitos como é o caso de ordálio -- e outras onde pode ter participado a Justiça divina -- é melhor a gente ficar no semientendimento: achei que o Houaiss mereceu permanecer descansando na estante...
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