quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Banho







Minha postagem anterior tratava basicamente das perdas de referência que acompanham a aposentadoria. Surge o desafio de recompor o cotidiano. E, nesse sentido, uma das coisas que percebi foi a grande melhoria de qualidade do banho diário.

Já que o aposentado tem mais liberdade para gerenciar seu tempo livre, não vive aquele dilema -- banho antes ou banho depois do trabalho. Para quem pode, nem antes, nem depois -- banho ao invés do trabalho: piscina, sauna, chuveiro ou banheira. Nem banho para acordar e tampouco banho para relaxar. Ou seja não se mistura banho com sono nem banho com cansaço, o que não é lá muito prazeroso.

O horário do banho pode flutuar muito em função da temperatura, de outras prioridades e do "estar a fim de". Pode competir com outras atividades igualmente (perdão) semilibidinosas como por exemplo chupar um mexerica geladinha, fazer o sodoku do jornal, ou simplesmente ir no mercadinho comprar hortelã.

Dá tempo de fazer a barba embaixo do chuveiro usando aqueles espelhos que semiembaçam. E o melhor de tudo isso é ter um espaço onde dá para cantar -- em boa altura -- sem ter vergonha alguma quando sair do tom. E que coisa mais lúdica são os secadores, quente e frio...

A disponibilidade de tempo permite fazer em meia hora o que precisava ser feito em cinco minutinhos...








Um comentário:

  1. excelente, professor...!!! gostei muito das atividades semilibidinosas...
    um forte abraço
    eduardo della manna

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