No ano de 2004, estávamos em Nova Iorque e fomos assistir a um show que o BB King deu no "World Famous Apollo Theatre" (era assim que os porteiros nos recebiam: "Welcome to the World Famous Apollo Thetatre"), localizado no semi-estigmatizado bairro do Harlem. Anos depois serviu de local para o demorado velório do James Brown.
Ele recém tinha retornado do Brasil -- com ingressos 4 vezes mais caros. Entrou no palco agradecendo aos aplausos em português: "Obrigado", e fazendo menção ao quanto tinha sido simpática sua estada no Brazil.
Estava em casa, na platéia fãs e familiares, muito à vontade -- já se apresentava sentado o que colaborava para aquele cenário semiintimo, onde cativava com seus "causus", com humor cúmplice.. Sempre dialogando com a Lucille, sentada no seu colo,
Vi nele a versão louisiana do Luiz Gonzaga, nosso Lua, igualmente respeitado e amado. Grandões e carismáticos, souberam forjar letra e música e executar seu instrumento a alma do seu povo. Universalizando.risos e emoções.
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