
Um bonito domingo de sol, marcamos para ir ao futebol no Estádio do Morumbi. O ponto de encontro era a casa do meu irmão Sérgio. Um amigo dele, antropólogo, foi acompanhado por dois índios, que se juntaram ao grupo.
O estádio estava superlotado. Na virada dos anos setenta, não havia o CONTRU para regular o número de ingressos máximo tendo em vista maior segurança da torcida. Naquela época só dava para a gente frequentar a geral superior, terceiro andar, sem elevador, que tinha entre outros atrativos o vento frio e as tremidas da estrutura de concreto basculante. Eram bancos corridos de cimento semi gelado, sem marcação de assento.
A entrada para a geral era feita através de rampas segregadas, e escadarias -- que percorremos. Ao chegar na platéia, não encontrávamos mais lugar para sentar. O "fator índios" fez toda a diferença, e duas ou três clareiras se abriram naquela floresta (uma boa metáfora para o caso) de humanos, com espaço que nos eram oferecidos.
Não tive outra experiência semelhante, mas acho que dá para concluir que levar um índio amigo pode ser um recurso válido para se encontrar acomodação numa arquibancada lotada. Fica como ideia.
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