terça-feira, 3 de novembro de 2015

O elevador das nove






Tenho ido ao fitness  para me exercitar no horário das 9 às 10 da manhã. A "academia" fica no quinto andar de um complexo esportivo, que inclui duas piscinas olímpicas aquecidas, uma quadra com arquibancada, alguns salões para aulas em grupo como é o caso do balé infantil, ioga, alongamento etc., um grande salão dividido em quadras poliesportivas, salas de fisioterapia, vestiários, uma lanchonete que vende produtos naturais e energéticos.

O edifício dispõe de dois elevadores compartilhado por diferentes tribos e biotipos que usam aquelas facilidades. Cada elevador pode levar até 32 pessoas. Aquele que eu costumo pegar concentra as pessoas que começam suas atividades esportivas no prédio às nove, e que inclui uma moçada muito alta, que quase bate a cabeça no teto, que são do time de volei; no outro extremo de altura as pequenas com uniforme de balé, que é rosa, e uma touca prendendo o birote; muitas avós.

A maioria dos homens é constituída por "personal treiners", outros vestidos de terno e gravata, já estão seguindo para o trabalho. Usando uniforme de ginástica são geralmente aposentados ou semi (como é meu caso), que podem ir um pouco mais tarde. Fica no ar um cheiro misto de desodorantes.

Nesta semana, enquanto ia indo, cruzei com Marília e Guto, um casal vizinho esportista que já estava de retorno do seu treino matinal e ia para o trabalho. "Você está com a vida feita, hein", brincaram comigo, dado o adiantado da hora.

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