segunda-feira, 16 de junho de 2014

Quem sabe faz a hora



Meu filho estava sendo esperado para dali uns dois meses. Eu voltava da Europa e, no Free Shop, resolvi comprar uma champanhe para abrir e celebrar seu nascimento. Fiquei esperando o momento adequado. Que acabou nunca se materializando. Não ia ser na sala de parto. Tampouco no berçário. No quarto da maternidade, não tinha a hora: eu tinha que que sair para providências, como ir registrar o Francisco no cartório, tratar com o seguro saúde, fazer pagamentos, em plena vigência do Plano Cruzado, quando mais ninguém -- só meu empregador, a USP -- respeitava determinado congelamento de preços, contratar uma babá, etc. Quando chegamos em casa, era preciso acomodar o novo morador, e não aparecia um momento de estourar a champanhe. Acho que a garrafa ainda deve estar por aí, se é que não se perdeu na mudança. Só então entendi como e porque era muito mais lógico distribuir charutos. 

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