segunda-feira, 30 de junho de 2014

Radiestesia


Quando ocupei o cargo de Diretor Técnico da Prefeitura da Cidade Universitária de São Paulo, lá trabalhava em programação visual uma arquiteta, que se interessava por pensamentos alternativos, por vezes místicos. Ela fazia um curso de radiestesia, que até então para mim era aquela prática de encontrar água no subsolo usando uma forquilha. Mas a coisa era muito mais ampla, dizia mais respeito a buscar um alinhamento pessoal com o movimento do cosmos. O melhor exemplo que me passou era o fato de não ter problemas em achar vagas em estacionamentos de shopping lotados: sempre passava por uma vaga que estava desocupando...

Nestes dias encontrei um contraparente numa festa de aniversário que fez um comentário interessante, atribuindo ao cosmo uma inteligência própria que se divertia atormentando as pessoas idosas. Segundo ele, não são os idosos que tropeçam nos degraus, mas é a escada que voluntariamente se mexe, não é o idoso que deixa a comida cair no guardanapo, mas a própria comida que decide sair da boca do idoso. Conspiração desse mundo...

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