
No ano de 1993, passei um mês em Madrid, num programa de intercâmbio com a Universidade Complutense. Posso assim dizer que fui um semisúdito de Juan Carlos I e da reina Sofia, que é griega. Todas as manhãs, no noticero, tinha obrigatoriamente notícias do casal real. Por onde passavam, a gente ficava aguardando agitando bandeirolas. Iam prá lá e pra cá, fazendo inaugurações, discursando na abertura de eventos, passando o pelotão em revista, no palanque ou no camarote presidencial, acenando. Uma cozinheira, que teve a sorte de servir ao rei no bandejão escolar que ele estava inaugurando, não conteve lágrimas de emoção ao ser entrevistada para o noticero. Enquanto isso o primeiro ministro tratava de governar. Quando voltei ao Brasil, tinha o Itamar Franco, que quase chegou lá, mas senti falta de um rei e de uma rainha de verdade zanzando no pedaço.
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