
A crescente capacidade de armazenamento e de recuperação seletiva de informações é incrível. Centros de documentação com prateleiras compridas onde se ombreavam publicações seriadas com dados socioeconômicos, ou as hemerotecas, vão gradualmente desaparecendo, à medida que a gente descobre que está tudo na Web. Desempoeirado, pronto para ser usado.
Dentre todos os alfarrábios que foram desaparecendo um dos que mais sinto falta são as listas telefônicas, em especial suas páginas amarelas. Percebi que as listas pararam de ser distribuídas com o gradual crescimento da telefonia móvel -- nômades, que não têm endereço. Não me lembro de ter visto alguma vez a lista com os telefones celulares das pessoas.
Quando recebia a cada ano, a primeira felicidade era verificar que o nosso nome estava listado corretamente com o endereço e tudo. Prova de vida, registro escrito de que permanecemos no tablado mais um round nesta luta contra a efemeridade.
As listas telefônicas brancas e amarelas foram precursoras no formato impresso do Google. Nos hotéis, ficavam em geral em prateleira na mesinha de cabeceira, que guardavam inevitável Bíblia nas gavetas. Me entretinha tentando encontrar um xará na cidade.
Traziam mapas de ruas, fatos históricos principais atrações turísticas da cidade, telefones de 3 algarismos, da polícia e dos bombeiros, outros telefones úteis como o do táxi ou do centro de zoonose para informar sobre animais perdidos, DDDs e DDIs do mundo todo telefonável, uma ampla lista de produtos e serviços oferecidos por empresas do local, horários de cultos religiosos. Como agir em caso de um terremoto.
Eram muito espessas, e rasgar uma lista grossa era prova de demonstração de força em concurso de calouros pela televisão.
Quando recebia a cada ano, a primeira felicidade era verificar que o nosso nome estava listado corretamente com o endereço e tudo. Prova de vida, registro escrito de que permanecemos no tablado mais um round nesta luta contra a efemeridade.
As listas telefônicas brancas e amarelas foram precursoras no formato impresso do Google. Nos hotéis, ficavam em geral em prateleira na mesinha de cabeceira, que guardavam inevitável Bíblia nas gavetas. Me entretinha tentando encontrar um xará na cidade.
Traziam mapas de ruas, fatos históricos principais atrações turísticas da cidade, telefones de 3 algarismos, da polícia e dos bombeiros, outros telefones úteis como o do táxi ou do centro de zoonose para informar sobre animais perdidos, DDDs e DDIs do mundo todo telefonável, uma ampla lista de produtos e serviços oferecidos por empresas do local, horários de cultos religiosos. Como agir em caso de um terremoto.
Eram muito espessas, e rasgar uma lista grossa era prova de demonstração de força em concurso de calouros pela televisão.











