

Na data de ontem, o Parque do Ibirapuera, projetado pela dupla Niemeyer / Burle Marx, completou 60 anos desde que foi inaugurado, como marca das comemorações do IV Centenário da fundação da cidade de São Paulo.
Eu tinha 6 anos e já frequentava o local que eu chamava de Vira-poeira, não por mero acaso, porque coincidia com a visão que eu fazia do lugar, meio no que era para nós o fim da cidade, com ruas de terra, e tinha poeira para virar. Já havia o laguinho, com um deck, com um bar, e onde podia se alugar um barquinho.
Me lembro que fomos assistir à festa de inauguração. Conversando com mamãe ela disse que se lembrava também porque não se conseguia um táxi, e tivemos que voltar a pé para casa, com ela carregando minha irmã Cristina, de um ano e pouco no colo.
Guardei na memória uma lembrança que tenho daquele dia de inauguração. Me lembro que havia um desfile alegórico em que incluía um bloco de índios vestidos com uma tanga de penas. Pude ver se estava lá sob a tanga o que eu esperava e, grande desilusão, o tal índio tinha uma cueca por baixo.
Foi importante parte do processo de minha descoberta de que há diferença entre realidade e sua representação. Magistralmente registrado no "c'est pas un pipe", do Magritte. Vira-poeira virou poeira.
Eu tinha 6 anos e já frequentava o local que eu chamava de Vira-poeira, não por mero acaso, porque coincidia com a visão que eu fazia do lugar, meio no que era para nós o fim da cidade, com ruas de terra, e tinha poeira para virar. Já havia o laguinho, com um deck, com um bar, e onde podia se alugar um barquinho.
Me lembro que fomos assistir à festa de inauguração. Conversando com mamãe ela disse que se lembrava também porque não se conseguia um táxi, e tivemos que voltar a pé para casa, com ela carregando minha irmã Cristina, de um ano e pouco no colo.
Guardei na memória uma lembrança que tenho daquele dia de inauguração. Me lembro que havia um desfile alegórico em que incluía um bloco de índios vestidos com uma tanga de penas. Pude ver se estava lá sob a tanga o que eu esperava e, grande desilusão, o tal índio tinha uma cueca por baixo.
Foi importante parte do processo de minha descoberta de que há diferença entre realidade e sua representação. Magistralmente registrado no "c'est pas un pipe", do Magritte. Vira-poeira virou poeira.
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