domingo, 17 de agosto de 2014

Carona



Após participar de uma reunião em Bogotá sobre Avalúos, dei uma esticadinha na viagem para conhecer Cartagena das Índias, e naturalmente comer uma de suas magníficas lagostas. Hospedei-me dentro parte murada de Cartagena das Índias, numa pousada que me recomendaram. Era uma adaptação de uma casa estilo espanhol com um páteo em torno do qual estavam os quartos e a quitinete da dona. Uma colombiana gordona muito extrovertida e que me deu muita atenção e, de presente, um monte de frutas exóticas quando de lá saí. Uma vez lhe perguntei sobre qual praia deveria ir, e ela me respondeu perguntando se eu estava mais interessado em "las tangas" ou em "las olas". 

Cartagena mantem suas ruas e calçadas estreitas, e um povo moreno. Uma Bahia do Jorge Amado, em castelhano.

Ao voltar, peguei um táxi para o aeroporto, e o motorista tinha que passar bem perto da calçada. Teve que se acercar de uma daquelas mocinhas rebolantes. Diminuiu a marcha, e pela janela, perguntou-lhe se ela gostaria de um passeio até o aeroporto. Ela não se molestou com um tal convite, abriu um sorriso, e disse que não poderia naquele momento. 

Uma questão -- daquelas que se costuma dizer "que não quer calar" -- se caso ela aceitasse, deveria eu negociar com o taxista pagar a metade?

Nenhum comentário:

Postar um comentário