
Uma foto rara de meu pai, feita em estúdio muito provavelmente em Damasco , pouco antes de ele migrar para o Brasil (cerca de 1930) e que meu primo Pedro Nosralla Júnior acabou "descobrindo".
Amanhã, segundo domingo de agosto, é dia dos pais. Dele pouco escrevi neste blogue e talvez a efeméride dê azo a que eu venha "preencher esta lacuna". Papai se chamava Said, que no idioma árabe, significa feliz. Dele herdei, a calvice, o sobrenome Haddad, e o sentimentalismo que se cristaliza na alma do imigrante que deixou atrás de si a família, para tentar a vida em país distante. Teve vida relativamente curta, morreu aos 54 anos, mas seus últimos anos de vida -- dos quais me recordo melhor -- foram de uma saúde debilitada em consequência de um infarto que tivera 5 anos antes, quando eu tinha 11 anos.
Mas o que chama atenção neste caso é o grande avanço da medicina que tem beneficiado as novas gerações de quantidade e qualidade de vida. Hoje já cheguei aos 66 anos, graças ao acompanhamento médico competente que incluíram duas cirurgias no coração, e que não eram disponíveis na época. Também fiz micro-cirurgias uma em cada ouvido que me restabeleceram uma capacidade auditiva, que tampouco lhe era disponível na época, e eu percebia como era difícil para ele conviver com a própria surdez.
Arrolar todas as operações que fiz, daria uma lista de supermercado. Mais importante de tudo, nenhuma dor ou sofrimento acompanharam tais intervenções cirúrgicas.
Papai está sepultado no cemitério do Araçá, em São Paulo, onde está me aguardando.
Nenhum comentário:
Postar um comentário