Em 1974, estive na cidade de Hasbaya, no sul do Líbano, visitando meu tio Dr. Rachid. Sua cunhada, Laila e seu marido, gentilmente me convidaram para comer miúdos de frango feito no braseiro, um prato especial para visitas não menos especiais. O casal tinha duas filhinhas.
A oportunidade da viagem tinha surgido quando eu fazia meu mestrado em Stanford e fui escolhido para participar de um programa para pós graduados nas Nações Unidas. em Genebra -- que foi sujeito de uma postagem anterior neste blogue, sob título "proletários do mundo, uni-vos!". Como dispunha de uns dias livres entre o fim da atividade em Genebra e o início das aulas, encaixei ali uma viagem para o Líbano.
Hoje à tarde, passados 41 anos, retornei à Hasbaya, bem careca. Encontrei a Laila, e uma das menininhas, que hoje é mãe de dois filhos, uma menina engenheira mecânica formada na American University of Beirut. Ela se lembrou de minha visita e do fato de que sua irmã me confundiu com um boneco cabeludo com que ela brincava: o Jack.
O fato é que fora para o Líbano tendo passado nos Estados Unidos mais de um ano sem ir ao barbeiro. Por uma razão acho que justificável. E, para os que me conhecem, não só para fazer economia Eu não confiava nos barbeiros do local. No Brasil, os barbeiros eram experientes, tinham mãos de barbeiro, e entendo que trabalhavam porque tinham a mister e a maestria. Em Palo Alto eram mocinhos, provavelmente estudantes de qualquer coisa como por exemplo astrofísica, que faziam um bico para ajudar a pagar seus estudos.
Além disso ainda se sentiam os eflúvios do Hair, e da entrada na era de aquarius, de forma que não ficava lá muito diferente do resto da fauna californiana. Que não havia subido a montanha libanesa.
gosto muito do jeito que voce conclue seus textos.Da vontade de dizer E DAI? ou MORAL DA HISTORIA.DAVINA.QUEM QUIZER QUE CONTE OUTRA.
ResponderExcluirDavina, você tocou num ponto interessante, e foi bem perceptiva. Estou no processo de construir um "estilo" próprio de postagem, e fico aprendendo vendo criticamente como é que outros fazem. Esse tipo de coisa "e dai?" está muito presente na literatura no extremo oriente, como nos haicais, e nos autores influenciados por eles.
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