quinta-feira, 16 de abril de 2015

O camelo de Baalbek




No ano de 1974, estive visitando o Líbano, ocasião em que tio Rachid me levou com seu Peugeot 403 para fazer um passeio até Damasco com uma esticadinha até Saidnaya, onde fica um mosteiro, muito querido para os ortodoxos da região. No caminho, passamos por Baalbek, para visitar suas impressionantes ruínas que incluíam templos da época dos romanos (onde foi que estes romanos não estiveram?). 

Chegamos em Baalbek cedo, antes da chegada dos ônibus de turistas que partiam de Beirute, e o local estava bem vazio. Quando íamos saindo de lá, os ônibus começavam a chegar. Acordaram um camelo que estava dormindo no meio das ruínas, para ser usado tirando fotografia com os turistas. A propósito, foi o único camelo que vi naquela ocasião, e há a possibilidade de ser o único em todo o país. 

Ontem, passados 41 anos, voltei à Baalbek, desta vez com minha mulher Ângela e o Francisco, meu filho. Fomos com um motorista. Ao chegar na entrada do sítio histórico -- declarado patrimônio da humanidade -- vimos um camelo que estava sentado no local de desembarque dos ônibus de turista. Trocamos um olhar.

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