quinta-feira, 9 de abril de 2015

Dois casamentos, nenhum funeral


dabke



Beirute, Na primeira noite, com a Ângela e o Fancisco, sai para procurar um lugar para jantar e caímos num lugar muito animado, no fundo de um prédio da rua principal da Hamra, um bairro típico do centro da cidade. Comecei a suplementar meu conhecimento desde nascença da culinária levantina, e pedimos um fati de grão de bico, temperado com cobertura de sementes de romã e castanhas. Uma sonzera, ao som de mp4, e na mesa ao lado, um grupo começou a festejar. Perguntei à garçonete o que era aquilo, e ela confirmou ser um casamento.

Nesta segunda noite, acabamos de repetir o ritual, no restaurante de um hotel retrofitado, o Monroe. Desta vez, comemos quibe cru feito com carne de carneiro e uma maravilhosa coalhada seca feita com leite de cabra (dizem que é equiparável àquela feita com leite de camela, comum nos Emirados), acompanhava folhas verdes de zátar. Era um salão mais sofisticado onde na pista de dança todo o mundo se requebrava levado pela música contagiante tocada no órgão eletrônico por um tipo avantajado que também cantava. E como na noite anterior, um u-u-u tom soprano. Era outro casamento.

O da primeira noite eram jovens. O de hoje era de um mais velhão com uma nova vestido longo vermelho. Muito interessante neste último a convivialidade na dança de muçulmanas de véu e vestido longo lado a lado com moças de minisaia, O que diz quase tudo sobre o Líbano, onde novas famílias se forjam.

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