segunda-feira, 10 de junho de 2013
Muito cuidado com o garçom georgiano
Na madrugada em nossa ampla suíte no Bellagio em Las Vegas, acordo e encontro a luz acesa e a Ângela insone, andando como um monge na clausura. Na véspera, havíamos jantado num restaurante italiano, e fomos servidos por um garçom com sotaque estranho. Comecei a falar italiano com ele que mantinha um sorriso de indonésio. Viemos depois a descobrir que tinha recém vindo da Geórgia. Deveria ser um daqueles muitos cientistas da ex-União Soviética que na época atravessaram as ilhas Aleutas em busca de melhores salários-- como os que ali se pagavam aos serviçais. Após o jantar a Ângela pediu um café descafeinado. Ele manteve o sorriso misterioso. Pela jeito, acabou trazendo um com cafeína mesmo, que lhe tirou o sono. Pensei em precaver algum possível leitor para que, se quiser dormir direito em Las Vegas, quando for jantar num italiano, confira os pedidos feitos a garçons recém emigrados da ex-União Soviética que tenham limitado conhecimento de inglês. É um serviço de utilidade pública.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
anotado e obrigado pela dica...
ResponderExcluir