
Em 2009, tivemos a oportunidade de passar o 14 de julho em Paris. Nossos amigos parisienses aproveitaram o feriado para viajar. O Alain, que foi meu colega de dormitório em Berkeley, nos deixou a chave de apê deles na subida para Monmartre, de cuja janela dava para ver bem pequenino ao cair da noite os fogos no Campo de Marte, que culminavam um show de paraquedistas que despencavam lá de muito alto seguidos do som do Johnny Hallyday. (audível na televisão).
A missa na Notre Dame, onde o organista "mandou muito", tinha os bancos dianteiros reservado para os bombeiros. Por algum motivo esse grupo semifardado tem no catorze juillet um dia especial de glória. Naquela noite os "pompiers" promovem bailes dentro das casernas, ocasião em que as moças francesas são convidadas a adentrar naquele androceu para bailar com estes queridos heróis anônimos que combatem o fogo, e que todo menino um dia quis ser.
Fico pensando -- encanto por homem de farda à parte -- se esta abertura de portas às demoiselles se trata de alegoria feminista que restou da libertária tomada da Bastilha.
Fico pensando -- encanto por homem de farda à parte -- se esta abertura de portas às demoiselles se trata de alegoria feminista que restou da libertária tomada da Bastilha.
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