
Não tinha mesmo outro horário para fazer hidroginástica no clube. Acabei marcando para o meio do período da manhã, em que os "normais" deveriam estar no trabalho. Resultou uma classe só de mulheres sessentonas, que deixavam os netos no parquinho. E eu.
Não tinha muito assunto de interesse comum para dialogar com minhas colegas de piscina aquecida. A professora, jovem, cuidava do fundo musical e sempre se dirigia ao alunato no feminino plural. Mesmo dada minha condição de professor universitário, que me obriga o convívio com a moçada, me dando alguma experiência de comunicação com gente de outra faixa, eu ficava a maior parte do tempo ouvindo. O som da água se mexendo, se somava aos comandos da professora que usava microfone, que tinham que ser suplantados pela conversa da mulherada. Uma algaravia.
Eu era o estranho dentro daquele gineceu. Mas uma das alunas me contou que em turmas anteriores havia um outro aluno homem, e que ele conseguia um bom diálogo com as colegas. Também, pudera! Era médico ginecologista.
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