
Dezesseis anos são passados desde que re-encontro Camilinha -- amiga de adolescência -- na fila do banco, vestida em trajes de ginástica, uma faixa prendendo os cabelos, e pusemos a "vida em dia". Me contou de duas novidades no seu "status": ela houvera recém se aposentado e, não menos recentemente, casado.
Passados alguns meses ela me ligou: "Emílio, o Luiz Álvaro, meu marido, e eu pensamos no seguinte: gostamos de reunir os amigos para festejar nosso aniversário e notamos que são praticamente os mesmos. Por isso ao invés de cada um de nós dar uma festa de aniversário, decidimos fazer uma festa só, maior e mais elegante. E para não privilegiar um ou outro, escolhemos a data do nosso casamento. E gentilmente me convidou para a festa, da qual tenho participado todos estes anos.
Os aniversários se fundem na comemoração anual das bodas do casal. Um sentimento de permanência advém de que o local da festa é a casa dos pais da Camilinha, que acabou herdando e mantendo o mobiliário, os quadros e peças decorativas. Alguns ritos de festas de casamento são preservados, como a decoração de flores, a música ao vivo, a valsa, o bolo cortado a quatro mãos, a taça de champanhe sorvida com os braços entrelaçados, o beijo sob aplauso. Camilinha e Luiz Alvaro carregam a imagem bíblica de que com o casamento o casal passa a ser "uma só carne".
Com a prerrogativa de noivinha, a cada aniversário, Camilinha escolhe uma cor como temática, e solicita aos seus convidados que se trajem com a cor escolhida.
Nas recepções de casamento, é costumeiro encontrar os "bem casados", que ficam em geral empilhados na entrada dos salões -- para a gente pegar na saída e levar nos bolsos para casa. Nas festas na casa da Camilinha e do Luiz Álvaro estes não poderiam deixar de comparecer. Afinal são bem casados!
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