
Dormíamos no mesmo quarto, até quando ele se casou. No começo, eu achava estranho aquela cama vazia, que acabou virando um sofá. Nove anos depois quem casou e mudou fui eu. E hoje o quarto serve de sala de televisão para minha mãe. Um resto de coisas minhas (tipo velhas fotos e material de escola) que ela (agora com menos ímpeto) ameaça jogar tudo pela janela.
Cada um seguiu sua vida, posso dizer que foi paralela em trabalho e honradez; sempre me atribuíram a pecha de ter sido mais folgado. Um entendimento mútuo devido aos fatores naturais (DNA) e adquiridos pela mesma educação.
Num desses almoços dominicais no apartamento da família, em que mamãe caprichava na culinária árabe, pedi ao meu mano Sérgio para que adivinhasse qual foi o filme que eu tinha assistido no voo de retorno da Europa que acabara de fazer. Ele imediatamente respondeu: "Singing in the rain". Como é que ele tinha adivinhado? Eram mais de 50 películas disponíveis. Ele explicou: porque também ele houvera selecionado este filme clássico para assistir no seu voo de retorno da Europa.
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