
Mais na casa de minha avó em Jundiaí, que eu me lembre, nesta época do ano chegavam as chamadas "folhinhas", com uma página para cada mês ilustrada com um alegoria da época. Ela recebia como cortesia de um posto de gasolina, da vizinhança.
O mês de janeiro sempre tinha a figura de um menino representando o ano novo, em postura dialética com a figura de um velho de barba branca comprida, representando o ano velho. O mesmo ocorria na página do mês de dezembro:com uma diferença, no fim do ano, aquele que era o menino passava a ser o velho. Essa explicitação do ciclo da vida me assustava um pouco.
Não tinha jeito para ser como o Peter Pan, e ficar uma criança esperta, para sempre?
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