sexta-feira, 17 de maio de 2013

Dois "pé dágua", dois momentos na vida

Hoje, no Recife, uma chuva forte e persistente (estima-se que choveu hoje 40 % do valor médio desse mês), associado à maré alta, provocou inundações sérias e mais que nunca se mostrou a Veneza brasileira. Não pudemos sair do hotel ****, devido ao caos no transporte. Ficamos no conforto, lendo o jornal e outro material, pondo o papo em dia com o pessoal que veio para a pré-conferência, internetando, trabalhando, assistindo televisão -- um interessante programa de culinária com o Troigros, inventando sobre a culinária judaica oriental, um programa matinal com os artistas que trabalharam na novela cujo último capítulo irá ao ar logo mais, e muitos takes da gente imobilizada e molhada. Escrevendo isso aqui. Fiquei relembrando outras situações semelhantes de chuva que enfrentei em viagem, e que foram algumas. Mas uma delas tem significado especial porque mostra o quanto eu me aburguesei. Semana Santa acampado, com colegas da faculdade, em barraca de lona na Ilhabela. A lona era permeável: filtrava a água. Nos socorremos num bar, e o dono apiedado nos deixou passar a noite sobre o chão frio... Logo mais, após um banho tépido, devidamente "jantados", dormiremos sobre colchão de molas. A vida de cada um mostra acompanhar o caminho do mundo de crescente adaptação à natureza.

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