quarta-feira, 8 de maio de 2013

My beautiful laundrette

Estudar nos Estados Unidos foi também minha primeira viagem para o exterior. Em 1972, muitas coisas eram ali novas para mim, como por exemplo a neve, o galão, o rootbeer, o frisbee, a máquina de secar roupa. Grande invenção: era difícil encontrar nos quintais norteamericanos aqueles odiosos varais que atrapalhavam o jogo de futebol gol a gol, em dia de sol. Tendo que estudar, ainda por cima em inglês, durante a semana, eu deixava para lavar e secar roupa no sábado de manhã. Pois, de tarde, ia jogar futebol em espanhol. Quando morei  na International House, em Berkeley, havia uma laundry operada por moedinhas em cada andar do dormitório. Eu punha a roupa para lavar e ficava semidesocupado até que ouvisse o "spin" final. Depois transferia a roupa ainda úmida para o secador e ficava de novo semidesocupado. Aproveitava os dois períodos de semidesocupação para escrever cartas para a família, fazendo um relato da semana. Já selada, colocava a carta numa daquelas caixas postais cor azul, que a gente via pelas calçadas. Mamãe se encarregava de mostrar minhas missivas para parentes e amigos, e guardou-as em duas pastas que hoje estão comigo. Há dois anos, aqui em nosso apartamento,  temos em operação na área de serviço uma bonita máquina prateada que lava e seca. Ainda não sei como funciona.

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