segunda-feira, 27 de maio de 2013

Root beer




O aeroporto Kennedy em Nova Iorque foi o primeiro pedaço de chão que pisei nos Estados Unidos. Fazia lá uma escala, e tudo, mas tudo mesmo, em volta era em inglês. Ficava olhando todas aquelas novidades americanas em meu redor. Uma delas me atraia: aquelas maquininhas de vender latinhas de refrigerante, bem geladinhas, que ainda não existiam no Brasil. No ano de 1972, custavam 5 centavos de dólar. Fui pesquisando os tipos diferentes de bebidas à mostra para escolher uma delas, até que "dei" com uma latinha onde estava escrito Beer. Botei a moedinha, a lata "caiu" e eu abri aquela tampinha e mandei para a goela, esperando aquele primeiro gole de cerveja (eu tinha aprendido no curso de inglês, que essa era a tradução de beer). Quase engasguei com um gosto muito esquisito, que era de Root Beer, uma bebida não alcoólica que tem sabor de dentifrício. Achar que cerveja seria facilmente comprável, como se fosse de um ambulante na porta de estádio de futebol, deve ter sido o primeiro dos desenganos naquelas terras. A ironia é que -- tendo ido morar com uma família de americanos que alugava quartos para estudantes -- acompanhava os meninos em jogos de beisebol -- e no enorme isopor levavam para o estádio hot dogs e um galão de root beer. Passei a entender um pouco mais daquele esporte, onde coisa alguma acontece num belíssimo gramado verde. Cenário incrivelmente perfeito para se beber root beer. 

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