sexta-feira, 19 de abril de 2013

Endereço: canal da Mancha, s/n

Fronteiras... pontos de controle. Depois de um mês em Manchester, na Inglaterra, onde segui um curso sobre “Environmental and Social Planning in Britain”, viajei para Paris. Tinha um bilhete Londres – Paris, que muito antes do eurotunel era feito de ônibus até Ramsgate, onde se pegava o “hovercraft” (um aerobarco que “voava” sobre um colchão de ar) até Calais, e daí novo ônibus até Paris. Quando cheguei no controle de passaporte, em Calais, o moço não me deixou passar: “pá de visá, pá de visá”. Entregou meu passaporte para o comandante do “hover...” me levar de volta. Me dei conta que o visto inglês havia expirado na véspera, e atravessei intranquilo a Mancha tranquila achando que o mesmo ocorreria do lado inglês, e que se iria se iniciar um processo pendular... Já me imaginava morando no hovercraft, o resto dos meus dias. Mas o oficial inglês, verdadeiro gentleman, que todos os dias deveria receber de volta uma grosa de gente como eu, era parceiro. Me disse para pegar um táxi que me levaria até Folkstone, para um pegar o visto, e combinar para que ele me esperasse para trazer de volta. Deu tudo certo e no caminho pude  ver o castelo de Sandwich. Foi tudo tão coordenado que, após atravessar o canal da Mancha pela terceira vez (tendo só pagado uma), ainda deu tempo de pegar o ônibus de conexão para Paris. O trecho final não deixou de ter suas emoções porque aquele motorista francês maluco ficava guiando na contramão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário