domingo, 14 de abril de 2013
O outro lado da ficha de aposta
Não havia wi-fi nos hotéis e cassinos em Las Vegas. Fui à Universidade de Nevada / Las Vegas - para ter acesso à Internet. De transporte público. No ponto de ônibus, um gringo sentado tomando cerveja. Perguntei-lhe quanto custava o ônibus, e ele me disse o valor mas que era preciso entrar com o dinheiro contadinho, porque o motorista não dava troco. Me indicou o caixa de um cassino ali perto para trocar o dinheiro... e de quebra fazer uma fezinha. Quando voltei, começamos um papo. Diz ter vindo de um estado do norte onde fazia muito frio, e que se dera bem com o clima de Nevada. Perguntei o que é que ele fazia, e ele me disse ser um jogador profissional (um gambler), mas que não jogava todos os dias, aquele era seu dia de descanso ("day off"), no qual se dedicava à cerveja. Quando o ônibus chegou, ofereci-lhe a vez para entrar, e ele me olhou meio feio: já te falei, que hoje é meu dia de folga e estou sentado neste lugar para beber cerveja, eu adoro beber cerveja... Entrei no ônibus, onde se via a Las Vegas que o turista não percebe: migrantes, mal vestidos, um sem dente, outro obeso... Parte de uma população que rasteja para pegar migalhas que os afluentes fazem rodar das mesas de jogo.
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