
Esta situação seria de baixa probabilidade quando saí de casa depois do jantar. Fui convidado pelo Fred Rangel para ouvir música ao vivo: um programa duplo que sua banda Zarabanda iria abrir num bar perto de casa. Imaginem a cena: atrás do palco, os telões transmitiam um jogo de futebol entre a Ponte Preta de Campinas e o São Paulo. No início os jogadores dos dois times, um de cada lado do campo, ficaram ajoelhados formando uma fila solidarizada pelos braços que se apoiavam no ombro do companheiro ao lado, em silêncio. Prestavam assim homenagem a Nilton Santos, jogador tão bom que era tratado por "A Enciclopédia", e que morreu hoje. Os telões não tinham som. O fundo musical, mais justo seria dizer a frente musical, ficava por conta da segunda banda, com o nome de DWG, com a crooner soltando a voz num rock clássico: Brown Sugar, dos Rolling Stones. Incoerência musical total entre vídeo e palco, que eu via e ouvia tomando a mais incoerente das bebidas: uma caipirinha sem álcool! Feita com lima da Pérsia, esmagada com açúcar, gelo e água tônica para substituir a pinga. Daria para encontrar denominador comum entre o Nilton Santos e os Rolling Stones? Algo por exemplo relacionado ao fato do ludopédio ser o esporte bretão? Somando ao outro fato de que ambos recebiam estádios de aplauso? A irretocabilidade de suas apresentações...
Nenhum comentário:
Postar um comentário