Novembro de 2012, jantar de 42 anos de formados, no restaurante Rubaiyat. Note-se o Artur, primeiro do lado esquerdo, que foi lá se despedir para se juntar a outros que foram antes convocados.
Rever os colegas é sempre uma oportunidade de se por em dia com cada um deles, e fiquei refletindo sobre a diversidade das trajetórias. Uma vez, um colega chamou a atenção para a amplitude de possíveis futuros que se descortinava para os formandos da Poli no ano de 1970. Estávamos muito perdidos num matagal com trilhas que se bifurcavam à direita e à esquerda, podendo conduzir as luzes sedutoras do mercado financeiro, num momento em que a Bolsa de Valores explodia, à clandestinidade da luta armada na forma da guerrilha, ao convívio com a resistência ao regime autocrático.
Na ideologia dominante, o curso de engenharia iria mesmo servir para o sucesso identificado com construir um patrimônio pessoal. Observando cabelos brancos, fiquei mentalmente juntando diferentes histórias de nossa turma, e constatar em que medida alguns foram bem sucedidos. E acabei me dando conta o quanto a turma dos civis foi capaz nestes 43 anos. No campo profissional da engenharia e também fora dela!
Para ilustrar (e não vou dar aqui os nomes), tivemos ministro, um secretário de estado, presidente e diretores de empresas públicas e privadas, responsáveis por projetos e grandes obras de engenharia, um autor de livro de enologia, outro de dois livros sobre fotografia, pelo menos sete que seguiram como professores universitários, joia rara, entre os quais temos uma pérola, o Henrique Lindenberg Neto, que foi escolhido o Professor do Ano neste ano. Não é formidável?
Sinto que no todo podemos dizer que fomos uma turma de sorte.
Prometo que voltarei a aprofundar os significados humanos deste momento repleto de gentilezas e cordialidade na blogada que postarei a respeito do próximo encontro, comemorando os 44 anos de formados. Se Deus assim quiser!
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