William Blake
Fui guglar uma imagem do número 66, para decorar minha postagem de hoje, dia do meu sexagésimosexto aniversário. Acabei vacilando no teclado e apareceram horrendas figuras. Pois acabei pesquisando o 666, que é o número da besta, conforme o último livro da Bíblia, o apocalipse. (Aos onze anos li por minha conta, de noite na cama, e me fez sentir muito medo).
A menção da besta me fez recordar Pe. Gilles, que usava as sua aulas de francês, no colegial, como pretexto para colocar em discussão idéias de pensadores franceses. Uma das frases selecionadas era de Pascal : "L’homme n’est ni ange ni bête, et le malheur veut que qui veut faire l’ange fait la bête."
A frase tem uma lógica dialética, que resolve a superação de movimento opostos. Cada extremo per se tem sua própria contradição: uma besta pode ser normal ou uma besta quadrada. Mesmo um anjo, pode ser um normal, ou um anjinho da guarda.
No meu amadorismo filosófico, tenho gosto vez por outra de arriscar um mergulho pela dialética. Tenho até uma frase: "a antítese da dialética é a noitelética", trocadilho infame, que a escrita científica não comporta. Muito bom produzir um blogue, que dá a liberdade de se registrar qualquer coisa, da besta ao besteirol.
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