
Na "nossa época", eram escassas as oportunidades para meus colegas fazerem apresentações de seus talentos musicais. Se compararmos com a atual geração, quando podemos ver filhos de amigos e amigos de filhos tocando por aí, compondo e gravando CD´s, fazendo trilhas musicais, "vivendo mais da música". Sempre que posso, vou prestigiar essa moçada, que vimos nascer e crescer. Ontem foi o último dia de apresentação de uma peça teatral do circuito "off-off", de nome "Epitáfio", na qual um dos colegas do Francisco, meu filho, Gustavo Vellutini, é um dos músicos. Já o tinha visto num espetáculo anterior, de nome "cabeça de papel", muito boa, em que a moçada retoma criação experimental do tipo colagem que começou na "nossa época".
Foi difícil obter ingresso para esse epitáfio, mas conseguimos muito na última hora; era Sexta Feira 13 e não chegamos a tempo. Imaginem que meu diabinho das sextas feiras treze me fez confundir Conselheiro Ramalho com Conselheiro Carrão, e acabei mal "aconselheirado", chegando a uma outra casa comum! Mas como verão, ele pagou para ver.
Não era permitida a entrada depois de iniciada a peça porque o "off-off" ficava na adaptação de um sobrado velho no bairro do Bixiga, e para se chegar na platéia era preciso atravessar o palco. Foi aí que nosso Francisco entra em cena: conseguiu, de início, reaver o dinheiro das quatro entradas (fomos eu a Ângela, ele e Mariana, sua namorada), papeando com a mocinha do caixa. Em seguida, fez tirarem uma foto nossa com seu iphone, no saguão do teatro, em frente a um guarda roupa colorido, e enviou por correio eletrônico para o Guti, naquele momento em plena função. Fomos em seguida jantar, durante o qual o iphone do Francisco sonorizou a chegada de uma mensagem: era o Guti agradecendo o nosso comparecimento... Os azares da sexta feira "aziaga e agourenta" foram desta forma amainados.
PS - (obtido na Wikipedia) : O medo específico da sexta-feira 13 é chamado de parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia.
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