
Em julho de 1973, passei um chuvoso mês na Inglaterra, fazendo um curso de verão: "Environmental and Social Planning in Britain" na University of Manchester. Foi a minha primeira estada na Europa, embora os bretões ilhéus de certa forma nem sempre se achem parte do continente. Até então, pela educação eurocêntrica que recebi, tinha ficado na minha cabecinha a perspectiva de que só iria encontrar pela frente atividades e discussões iluministas. Mas bem logo descobri que não era bem assim: enquanto esperava o trem que me levou de Londres a Manchester, vi passar um deles repleto de hooligans, que urravam frases irracionais. A vida era provinciana, e me lembro de um parquinho perto do dormitório onde ficamos onde me via nas crianças na gangorra, ou jogando futebol no gramado com bola de borracha. Um vez peguei um ônibus, e me sentei ao lado de uma dessas velhinhas inglesas. Ela contou que estava indo para um mercadinho no centro para comprar "lovely tomatoes", e fazer uma salada. Me lembro dela quase todas as vezes que saio de casa para ir comprar tomates no mercadinho vizinho.
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