sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Canseira








Dia dois de janeiro. Primeiro dia útil de 2014. Descubro que minha condição de aposentado tem mesmo dupla face. Nunca será aquele idílico verão na piscina do clube, lendo o jornal do dia até a última gota, tomando sorvete entre dois suquinhos e falando mal do governo... Passei esse dia mais ocupado que semiocupado. Tive que provar à previdência que existo, indo ao cartório para reconhecer firma presencialmente numa declaração, e pagar R$ 11,00 (estacionei na rua, ficando livre do custo de estacionamento). Juntei xerox de minha conta de gás, e outro documento do INSS que baixei na Internet, fora de casa porque minha impressora deu tilt. Pus tudo num envelope e fui até o correio para enviar à Secretaria da Fazenda, registrada e com aviso de recebimento (popular AR). Um custo de R$ 7,50. Usei a agência do Shopping Eldorado, onde aproveitei para sacar dinheiro. Com R$ 40,00 de compras no Carrefour, ficamos livres do pagamento do estacionamento de R$ 10,00. Comprei não perecíveis e pelas minhas contas o azeite de oliva saiu quase na faixa. No outro extremo, tive que comparecer até o Hospital Universitário para marcar consulta com a dermato. Tem que ser pessoalmente, com a carteirinha na mão, e mesmo assim ficou para o dia 2 de junho. E aquela inevitável ida ao banco para assinar documentos que a gerente deixou para depois das festas. O banco é SELECT e logo que chego tomo um cafezinho expresso e bebo uma latinha de Coca Zero -- e um beijinho de boas entradas nas meninas. Me deslocando numa São Paulo sem trânsito a 37 graus Celsius. Mereci uma siesta no geladinho. Com a empregada de férias me virei com o excedente do Reveillon, e lavei os pratos. Nem mal caiu a noite, e fomos a outro shopping para as "trocas". No meu caso de uma camisa xadrez para outra lisa, que combina melhor com o resto do guarda roupa. E um livro que veio rasgado. Internetei e telefonei para arranjos prosaicos como agendar a revisão do carro, e responder à mensagens de pessoas queridas. Ufa! Sobrou ainda uma pilha de coisas. Estou fazendo esse registro para sossegar um grande número de amigos que souberam que meu barco houvera sido torpedeado e afundado numa emboscada preparada por piratas do Caribe. Desnaufraguei trazendo dois peixes, um em cada mão. Sinto falta do meu barquinho, mas de tédio é que não devo morrer.

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